



a.C. d.C
- ...antes da Carolina ...depois da Carolina -
- MÁRIO CEZAR DA SILVEIRA -
Recortes do texto
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O nascimento de uma Guerreira II
Dia quinze, fazia dez dias que havíamos chegado e eu fui almoçar no refeitório da empresa onde a Célia trabalhava.
Almoçamos e subimos para a sala dela.
Parecia que ela não havia percebido que que fizera xixi, pois uma grande quantidade de líquido descia da sua poltrona, escoria pelo chão.
Fiz algumas ligações, comunicando o nascimento de nossa filha, informando dos riscos que ainda corria e do sentimento de que achava difícil que sobrevivesse.
Lembrei que um amigo de Joinville tinha me passado o número do telefone de um amigo seu chamado Chico, manauara muito gente fina, que era casado com uma catarinense, cujo nome estranhamente parecia ser nordestino: era Severina.
Liguei para ele e me identifiquei como amigo do Zé Antônio, de Joinville.
Conversamos sobre algumas questões e, por fim, pediu informações sobre o hospital e o apartamento.
Voltei ao hospital, mas antes parei numa floricultura e comprei um buquê de lindas rosas vermelhas.
Decidimos pelo nome que sempre fora a preferência entre os nomes previamente listados: Carolina.
Fomos abraçados, lentamente, passo por passo, acompanhando o ritmo determinado pelo desconforto que a cirurgia de cesariana permitia.
Aproximamo-nos e paramos ao lado da caixa de vidro.
A enfermeira permitiu que a Célia a tocasse e ficou ali ao lado supervisionando.
Ao tocar a mão, instantaneamente ela abriu e agarrou o dedo indicador da mãe.
A enfermeira ficou maravilhada e disse que as reações que o bebê tinha apresentado indicavam uma resposta muito acima do esperado para aquele momento.
Voltamos para o quarto felizes e já fazendo planos sobre as roupinhas que precisávamos providenciar.
- Mesmo que o enxoval estivesse aqui, nada serviria nela.
- Temos que procurar roupas de boneca para a nossa boneca - disse a Célia animadamente.
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